quarta-feira, 7 de setembro de 2011

1. Introdução
Estimativas mundiais revelam dados extraordinários referentes ao tema água, portanto neste trabalho vamos desenvolver um modelo que aborda o consumo de água pelo organismo humano em uma semana. A água desempenha um papel de fundamental importância para a nossa vida e nestas condições utilizamos alguns conteúdos de matemática para trabalhar com os dados coletados. Sendo estes coletados através de uma experiência na qual uma pessoa anota diariamente a sua alimentação para calcular a porcentagem de água ingerida.

Vejamos alguns dados importantes que nos levaram a esta pesquisa:
A água desempenha um papel essencial em quase todas as funções do corpo humano, como por exemplo: digestão, absorção, transporte de nutrientes e excreção de substâncias. Muitas questões são constantemente levantadas quando se recomenda maior liberalidade no uso diário da água. A água auxilia na regulação da temperatura do corpo humano, elimina as toxinas através da urina e da transpiração, molda bolo fecal, é usada intensamente no processo de respiração e faz a distribuição de muitos nutrientes pelos diversos órgãos do nosso corpo. Na sua falta, o sistema natural de limpeza e desintoxicação do organismo fica sempre muito prejudicado, contribuindo para o aparecimento das mais inúmeras doenças.

A água é o elemento mais abundante na Terra e também aquele de que o nosso organismo mais necessita. Mais de 60 % do corpo humano é constituído por água, distribuída em vários órgãos do corpo, na seguinte proporção:
Órgão
Porcentagem de água
Encéfalo de embrião
92,0%
Músculos
83,0%
Pulmões
70,0%
Rins
60,8%
Ossos
48,2%
Dentina
12,0%

A quantidade de água que se deve beber depende da constituição física, do nível de atividade e da umidade do ar. O corpo humano perde uma quantidade significativa de água através da respiração, transpiração e urina. Por tudo isto, os especialistas têm recomendado que se beba aproximadamente 2 litros de água por dia. Beber bastante água faz com que todo o organismo fique mais equilibrado e resistente. A quantidade de água perdida pelo organismo deve ser reposta gradualmente ao longo do dia, assim os 2 litros de água recomendados, devem ser ingeridos em porções e intervalos regulares. Geralmente temos recomendado 1 a 2 copos ao levantar-se, e o restante distribuídos nos intervalos das refeições, até 30 minutos antes de cada refeição e 1 a 2 horas após, para que não haja prejuízo em termos de perdas de nutrientes ou má digestão. O homem pode passar até 28 dias sem comer, mas apenas 3 dias sem água.
Para alcançar a quantidade de água que deve ser ingerida ao dia (para ao menos repor o que é perdido), deve-se lançar mão da ingestão de líquidos, principalmente água. Existe uma maneira fácil de reconhecer se a quantidade de água ingerida é suficiente, quando a urina é eliminada em grandes quantidades e tem uma cor clara, a quantidade de água é suficiente. Se, pelo contrário, a urina é eliminada em pequenas quantidades e tem uma cor escura, é necessário aumentar o consumo de água.

Aparentemente, à medida que envelhecemos, ficamos cada vez mais “secos”, uma pessoa com idade avançada pode chegar a conter apenas 55% de água no corpo. As porcentagens referidas na tabela abaixo nos dão idéia de como é importante manter o corpo hidratado.

Descrição: http://www.projetos.unijui.edu.br/matematica/modelagem/agua_ser_humano/agua_s1.gif

2. Descrição do Problema

Devido à preocupação mundial com a diminuição de água potável em nosso planeta, partimos para uma investigação referente à necessidade de água que o corpo humano precisa para manter-se vivo e hidratado. Então:
Quanta água uma pessoa consome num período de sete dias?

3. Resolução do Problema
Para realizar e pesquisa nos baseamos nas informações descritas abaixo, onde a quantidade de água ingerida é calculada pelo peso da pessoa:

Recomendação:
Adulto: 2,5 l /dia ou 35 ml / kg de peso / dia
Crianças: 55 ml / kg de peso /dia
Bebês: 150 ml / kg de peso/ dia

Considerando que os alimentos podem fornecer água direta ou indiretamente, com base em diversas bibliografias utilizamos as seguintes porcentagens de água por alimento:
ALIMENTO
% DE ÁGUA
Bolacha/ Salgadinho
4
Refrigerante/ Suco/ Café/ Cerveja/ Café com leite
100
Carne/ Pão de queijo
50
Pão/ Calça virada/ Bolo
38
Arroz/ Massa/ Batata
60
Massa com molho/ Sopa
70
Leite com chocolate/ sorvete
90
Pudim
80
Pastel
30
Xis
55
Sanduíche/ Pizza
42
Torta
45

Na tabela abaixo, apresentamos os dados coletados da alimentação de uma pessoa com 45 kg, que deve consumir diariamente 1575 ml de água, no período de uma semana.
Tempo (x)
Consumo (y)
1
1,71
2
1,46
3
1,63
4
1,49
5
1,19
6
1,12
7
1,26

A partir dos valores de consumo encontrados, utilizamos o programa Maple, para calcular através de um ajuste de curvas, o consumo de água no período de 07 dias, a taxa de variação, bem como os pontos de máximo e mínimo deste consumo.
Tempo (x)
Consumo real
Cons. Calculado (y)
1
1,71
1,71
2
1,46
1,46
3
1,63
1,63
4
1,49
1,49
5
1,19
1,19
6
1,12
1,12
7
1,26
1,23
Descrição: http://www.projetos.unijui.edu.br/matematica/modelagem/agua_ser_humano/agua_s16.gif
Verificamos que ao fazer o ajuste de curvas, os pontos ficaram exatamente sobre a linha do consumo calculado, isto significa que o polinômio de grau 6 é satisfatório para demonstrar o consumo de água exato.

4. Conclusão

Através dos dados encontrados no experimento, podemos verificar que o consumo de água diário dessa pessoa, que pesa 45 kg deveria ser de 1575 ml, mas na maioria dos dias o consumo se manteve abaixo do ideal, então podemos afirmar que essa pessoa precisa aumentar o seu consumo de água diário.
Vejamos o gráfico abaixo:

Consumo de Água
1
1,71
1,575
2
1,46
1,575
3
1,63
1,575
4
1,49
1,575
5
1,19
1,575
6
1,12
1,575
7
1,26
1,575
Descrição: http://www.projetos.unijui.edu.br/matematica/modelagem/agua_ser_humano/agua_s17.gif
Com o desenvolvimento desse trabalho concluímos que ao escolhermos qualquer assunto de nossa realidade, existem diversos conteúdos de matemática que podem ser trabalhados. Dessa forma o nosso tema nos levou ao estudo de ajuste de curvas que trabalha os conteúdos como: matrizes, polinômios, derivadas, integrais, raízes da função, análise de gráficos, estatística, transformação de grandezas (ml – l), etc.

Além disso, pode-se ressaltar a interdisciplinaridade como principal metodologia, pois o tema “o consumo de água pelo ser humano” pode ser trabalhado em várias disciplinas.

Possibilidade de continuidade da pesquisa:- Calcular a perda de água, a partir de instrumentos de medição adequados.
- Calcular a perda de água em uma corrida, a partir do desgaste físico do atleta.
- Realizar uma perspectiva de consumo para o futuro, devido à questão da falta de água potável.

BIBLIOGRAFIA

http://www.biomania.com.br/bioquimica/agua.php http://www.nosamamosatletismo.net/i_hidra.asp http://www.uniagua.org.br/default.asp?tp=3&pag= curiosidades.htm
http://www.hasilvestre.org.br/nutricao/materias. asp? contador=32
http://www.ciajosac.com.br/PAG/saude_agua.htm http://www.pas.pt/nutricao/dossier_hidratacao.htm

A importancia da Água na economia dos países

A água é o constituinte mais característico da Terra e é o ingrediente essencial da vida.


Ilustrando esta essencialidade da água: "Um certo indivíduo está num deserto e necessita de água. Neste caso, a água é tão importante que este indivíduo deixa qualquer riqueza que possua e passa a querer a água antes de qualquer outra coisa". Este conceito é chamado pelos economistas pelo nome de utilidade marginal.


A Água no Planeta

A água tem se tornado um elemento de disputa entre nações. Um relatório do Banco Mundial, datado de 1995, alerta para o fato de que "as guerras do próximo século serão por causa de água, não por causa do petróleo ou política".

Hoje, cerca de 250 milhões de pessoas, distribuídos em 26 países, já enfrentam escassez crônica de água.

Em 30 anos, o número de pessoas saltará para 3 bilhões em 52 países. Nesse período, a quantidade de água disponível por pessoa em países do Oriente Médio e do norte da África estará reduzida em 80 por cento. A projeção que se faz é que, nesse período, 8 bilhões de pessoas habitarão a terra, em sua maioria concentradas nas grandes cidades. Daí, será necessário produzir mais comida e mais energia, aumentando o consumo doméstico e industrial de água. Essas perspectivas fazem crescer o risco de guerras, porque a questão das águas torna-se internacional.

Em 1967, um dos motivos da guerra entre Israel e seus vizinhos foi justamente a ameaça, por parte dos árabes, de desviar o fluxo do rio Jordão, cuja nascente fica nas montanhas no sul do Líbano. O rio Jordão e seus afluentes fornecem 60 por cento da água necessária à Jordânia. A Síria também depende desse rio.

A populosa China também sofre com o problema. O grande crescimento populacional e a demanda agroindustrial estão esgotando o suprimento de água. Das 500 cidades que existem no país, 300 sofrem com a escassez de água. Mais de 80 milhões de chineses andam mais de um quilômetro e meio por dia para conseguir água, e assim acontece com inúmeras nações.

Um levantamento da ONU aponta duas sugestões básicas para diminuir a escassez de água: aumentar a sua disponibilidade e utilizá-la mais eficazmente. Para aumentar a disponibilidade, uma das alternativas seria o aproveitamento das geleiras; a outra seria a dessalinização da água do mar.

Esses processos são muito caros e tornam-se inviáveis para a maioria dos países que sofrem com a escassez. É possível, ainda, intensificar o uso dos estoques subterrâneos profundos, o que implica utilizar tecnologias de alto custo e o rebaixamento do lençol freático.
A Água no Brasil

O Brasil é um país privilegiado no que diz respeito à quantidade de água. Sua distribuição, porém, não é uniforme em todo o território nacional.

A Amazônia, por exemplo, é uma região que detém a maior bacia fluvial do mundo. O volume d'água do rio Amazonas é o maior do globo, sendo considerado um rio essencial para o planeta. Essa é, também, uma das regiões menos habitadas do Brasil.

Em contrapartida, as maiores concentrações populacionais do país encontram-se nas capitais, distantes dos grandes rios brasileiros, como o Amazonas, o São Francisco e o Paraná. E há ainda o Nordeste, onde a falta d'água por longos períodos tem contribuído para o abandono das terras e para a migração aos centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, agravando ainda mais o problema da escassez de água nessas cidades.

Além disso, os rios e lagos brasileiros vêm sendo comprometidos pela queda de qualidade da água disponível para captação e tratamento.

Na região amazônica e no Pantanal, por exemplo, rios como o Madeira, o Cuiabá e o Paraguai já apresentam contaminação pelo mercúrio, metal utilizado no garimpo clandestino. E nas grandes cidades esse comprometimento da qualidade é causado principalmente por despejos domésticos e industriais.

Se a bacia é ocupada por florestas nas condições naturais, essa água vai ter uma boa qualidade porque vai receber apenas folhas, alguns resíduos de decomposição de vegetais, uma condição perfeitamente natural.

Mas, se essa bacia começar a ser utilizada para a construção de casas, para implantação de indústrias, para plantações, então a água começará a receber outras substâncias além daquelas naturais, como, por exemplo o esgoto das casas e os resíduos tóxicos das indústrias e das substâncias químicas aplicadas nas plantações.

Isso vai contribuir para que a água vá piorando de qualidade. Por isso ela deve ser protegida na fonte, na bacia. Essa água, depois, vai ser submetida a um tratamento para ser usada pela população. Mas, mesmo a estação de tratamento tem suas limitações. Ela retira com facilidade os produtos de uma floresta, de uma condição natural.

Mas esgotos pioram muito, e a presença de substâncias tóxicas vai tornando esse tratamento cada vez mais caro. Acima de um certo limite, o tratamento nem mais é possível, porque existe uma limitação para a capacidade depuradora de uma estação de tratamento. Então, a água se torna totalmente imprestável.

Esses problemas atingem também os principais rios e represas das cidades brasileiras, onde hoje vivem 75% da população:

Em Porto Alegre, o rio Guaíba está comprometido pelo lançamento de resíduos domésticos e industriais, além de sofrer as conseqüências do uso inadequado de agrotóxicos e fertilizantes.

Brasília, além de enfrentar a escassez de água, tem problemas com a poluição do lago Paranoá.

A ocupação urbana das áreas de mananciais do Alto Iguaçu compromete a qualidade das águas para abastecimento de Curitiba.

O rio Paraíba do Sul, além de abastecer a região metropolitana do Rio de Janeiro, é manancial de outras importantes cidades de São Paulo e Minas Gerais, onde são graves os problemas devido à mineração de areia, ao garimpo, à erosão, aos desmatamentos e aos esgotos.

Belo Horizonte já perdeu um manancial para abastecimento - a lagoa da Pampulha - que precisou ser substituído pelos rios Serra Azul e Manso, mais distantes do centro de consumo. Também no rio Doce, que atravessa os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, a extração de ouro, o desmatamento e o mau uso do solo agrícola provocam prejuízos enormes à qualidade de suas águas.

O Estado de São Paulo sofre com a escassez de água e com problemas decorrentes de poluição em diversas regiões: no Alto Tietê junto à região metropolitana; no rio Turvo; no rio Sorocaba, entre outros.

Em seu processo de crescimento, a cidade foi invadindo os mananciais que outrora eram isolados , estavam distantes da ocupação urbana. E também é muito importante frisar que toda ação que ocorre numa bacia hidrográfica vai afetar a qualidade da água desse manancial. Não é simplesmente a ação em torno do espelho d'água que faz com que você degrade mais ou menos.

Muito pelo contrário: pode ocorrer o surgimento de uma área industrial distante desse espelho d'água principal, mas com grande capacidade de poluição e, portanto, com possibilidade de degradar totalmente esse manancial.

Os corpos d'água são entes vivos. Eles conseguem se recuperar, mas possuem um limite. Portanto, é muito importante que a população esteja consciente de que é preciso disciplinar todo tipo de uso e ocupação do solo das bacias hidrográficas, principalmente das bacias cujos cursos d'água formam os mananciais que abastecem a população.


Conclusão :

Concluimos que nenhum ser vivo sobrevive sem água e, por outro lado, nada a pode substituir. Estamos, portanto, diante do recurso natural mais precioso e, porventura mais frágil. E também concluímos que apenas os seres vivos podem utilizar uma pequena fonte da água. Por isso há que a conservar e preservar.
A escassez de água potável no mundo é cada vez mais real e não respeita raça, local,
credo e nem condição social. Os fatores climáticos, o aumento da densidade
populacional principalmente nos centros urbanos, a poluição dos mananciais colaboram
para que a demanda de água potável destinada às necessidades humanas esteja cada vez
mais escassa. A água tornou-se um produto caro, não democrático e uma verdadeira
riqueza para o local detentor de mananciais considerados puros e de qualidade para o
consumo humano. A gestão do uso da água tem sido pauta de reuniões internacionais e
de extremo interesse dos governos. Devido ao suprimento insuficiente de água potável
para a população, tem-se adotado, principalmente em algumas edificações, sistemas de
aproveitamento e reúso de água não potável, com a finalidade de aliviar a demanda de
água potável para uso, diminuir o volume de esgoto gerado e lançado nos cursos
hídricos e diminuição significativa da quantidade de águas pluviais na rede de drenagem
urbana, auxiliando nos dias de grandes precipitações e evitando enchentes. O uso
eficiente da água não potável torna-se preocupante, a medida que muitos sistemas não
se encontram adequados as legislações vigentes ou mesmo não há estudos suficientes
que comprovem a eficácia da qualidade dessa água e os seus devidos usos, acarretando
assim, insuficiência no abastecimento,contaminação dessa água por agentes patológicos,
gerando sérios danos a saúde do usuário.
Atitudes simples do dia-a-dia ajudam a evitar o desperdício de água. Ao escovar os dentes ou lavar a louça evite deixar a torneira aberta o tempo todo, utilizando-a apenas quando necessário. Não se deve tomar banhos muito longos e recomenda-se fechar o chuveiro ao se ensaboar.
 

Distribuição da água na terra:


A quantidade de água no planeta é globalmente constante, mas as disponibilidades hídricas apresentam grandes assimetrias, quer na sua distribuição geográfica, quer na variação ao longo do tempo, para o mesmo lugar. A água está mal repartida pelo Mundo o que gera conflitos e problemas de sobrevivência.
A Hidrografia é um elemento natural marcante na paisagem brasileira.
Bacias Hidrográficas são regiões geográficas formadas por rios que deságuam num curso principal de água. Os rios possuem aproveitamento econômico diversificado, irrigando terras agrícolas, abastecendo reservatórios de água urbanos, fornecendo alimentos e produzindo energia elétrica.
Os rios geralmente têm origem em regiões não muito elevadas, com exceção do rio Amazonas e alguns de seus afluentes que nascem na cordilheira dos Andes.
A Hidrografia brasileira apresenta os seguintes aspectos:
· Não possui lagos tectônicos, devido à transformação das depressões em bacias sedimentares. No território brasileiro só existem lagos de várzea e lagoas costeiras, como a dos Patos (RS) e a Rodrigo de Freitas (RJ), formadas por restingas.
· Com exceção do Amazonas, todos os rios brasileiros possuem regime fluvial. Uma quantidade de água do rio Amazonas é proveniente do derretimento de neve da cordilheira dos Andes, o que caracteriza um regime misto (pluvial e nival).
· Todos os rios são exorréicos, ou seja, têm como destino final o oceano.
· Só existem rios temporários no Sertão nordestino, que apresenta clima semi-árido. No restante do país, os rios são perenes.
· Os rios de planalto predominam em áreas de elevado índice pluviométrico. A existência de desníveis no terreno e o grande volume de água contribuem para a produção de hidroeletricidade.
.
Bacias hidrográficas brasileiras
Bacia Amazônica
É a maior bacia hidrográfica do planeta, com cerca de 7.000.000 km2, dos quais aproximadamente 4.000.000 km2 estão situados em território brasileiro, e o restante distribuído por oito países sul-americanos: Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia. Tem a sua vertente delimitada pelos divisores de água da cordilheira dos Andes, pelo Planalto das Guianas e pelo Planalto Central

Bacia do Tocantins-Araguaia.
É a maior bacia localizada, dentre os principais afluentes da bacia Tocantins-Araguaia, estão os rios do Sono, Palma e Melo Alves, todos situados na margem direita do rio Araguaia. .

Bacia do São Francisco.
Divide-se em quatro regiões: Alto São Francisco, das nascentes até Pirapora-MG; Médio São Francisco, entre Pirapora e Remanso – BA; Submédio São Francisco, de Remanso até a Cachoeira de Paulo Afonso, e, Baixo São Francisco, de Paulo Afonso até a foz no oceano Atlântico.

Bacia PlatinaÉ a segunda maior bacia hidrográfica do planeta, com 1.397.905 km2. Se estende por Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Argentina. Possui cerca de 60,9% das hidrelétricas em operação ou construção do Brasil.

Bacia do Atlântico Sul.

O Brasil possui ao longo de seu litoral três conjuntos de bacias secundárias denominadas bacias do Atlântico Sul, divididas em três trechos: Norte-Nordeste, Leste e Sudeste.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Tratamento de água e esgoto.

A água oferecida à população é submetida a uma série de tratamentos apropriados que vão reduzir a concentração de poluentes até o ponto em que não apresentem riscos para a saúde. Cada etapa do tratamento representa um obstáculo à transmissão de infecções.
A primeira destas etapas é a COAGULAÇÃO, quando a água bruta recebe, logo ao entrar na estação de tratamento, uma dosagem de sulfato de alumínio. Este elemento faz com que as partículas de sujeira iniciem um processo de união.
Segue-se a FLOCULAÇÃO, quando, em tanques de concreto, continua o processo de aglutinação das impurezas, na água em movimento. As particulas se transformam em flocos de sujeira.
A água entra em outros tanques, onde vai ocorrer a DECANTAÇÃO. As impurezas, que se aglutinaram e formaram flocos, vão se separar da água pela ação da gravidade, indo para o fundo dos tanques ou ficando presas em suas paredes.
A próxima etapa é a FILTRAÇÃO, quando a água passa por grandes filtros com camadas de seixos (pedra de rio) e de areia, com granulações diversas e carvão antracitoso (carvão mineral). Aí ficarão retidas as impurezas que passaram pelas fases anteriores.
A água neste ponto já é potável, mas para maior proteção contra o risco de infecções de origem hídrica, é feito o processo de DESINFECÇÃO. É a cloração, para eliminar germes nocivos à saúde e garantir a qualidade da água até a torneira do consumidor. Nesse processo pode ser usado o hipoclorito de sódio, cloro gasoso ou dióxido de cloro.
O passo seguinte é a FLUORETAÇÃO, quando será adicionado fluossilicato de sódio ou ácido fluorssilícico em dosagens adequadas. A função disto é previnir e reduzir a incidência de cárie dentária, especialmente nos consumidores de zero a 14 anos de idade, período de formação dos dentes.
A última ação neste processo de tratamento da água é a CORREÇÃO de pH, quando é adicionado cal hidratado ou barrilha leve (carbonato de sódio) para uma neutralização adequada à proteção da tubulação da rede e da residência dos usuários.
Entre a entrada da água bruta na ETA e sua saída, já potável, decorrem cerca de 30 minutos.

TRATAMENTO DE ESGOTO

O tratamento dos esgotos domésticos tem como objetivo, principalmente: remover o material sólido; reduzir a demanda bioquímica de oxigênio; exterminar microorganismos patogênicos; reduzir as substâncias químicas indesejáveis.
As diversas unidades da estação convencional podem ser agrupadas em função das eficiências dos tratamentos que proporciona. Assim temos:
Tratamento preliminar: gradeamento, remoção de gorduras e remoção de areia.
Tratamento primário: tratamento preliminar, decantação, digestão do lodo e secagem do lodo.
Tratamento secundário: tratamento primário, tratamento biológico, decantação secundária e desinfecção.

DOENÇAS CAUSADAS POR ÁGUA CONTAMINADA

Doenças Causadas por Parasitas Amebíase: O contágio se dá através de água contaminada com cistos provenientes de fezes humanas.

Esquistossomose: O contágio se dá através do contato direto com água onde há larvas provenientes de caramujos.

Ascaridíase: O contágio se dá com o consumo de água onde há o parasita Áscaris Lumbricoides.

Giardíase: O contágio se dá com o consumo de água onde há o parasita Giárdia Lamblya.

Consumo de energia nos paises desenvolvidos


A geração de energia no mundo está resumida, em sua grande maioria, pelas fontes de energia tradicionais como petróleo, carvão mineral e gás natural. Tais fontes são poluentes e não-renováveis, mas no futuro, serão substituídas inevitavelmente.Há controvérsias sobre o tempo da duração dos combustíveis fósseis , mas devido a energias limpas e renováveis como biomassa, energia eólica e energia maremotriz e sanções como o Protocolo de Quioto, que cobra de países industriais um nível menor de emissões de poluentes (CO2) na atmosfera, as energias alternativas são um novo modelo de produção de energias econômicas e saudáveis para o meio ambiente. 
O consumo de energia pode refletir tanto o grau de industrialização de um país como um grau de desenvolvimento e bem estar da sua população em termos médios. O consumo de energia nos países mais industrializados é aproximadamente 88 vezes superior ao consumo dos países menos desenvolvidos.


Energias no Brasil
                       

Historicamente o governo tem investido em fontes de energia como o álcool com o pró-álcool iniciada em 1975 para produção de álcool derivado da cana-de-açúcar em larga escala. Há também investimentos em biodiesel, extraído por exemplo da mamona, fornecendo uma nova fonte de renda para seus produtoresA crise do chamado Apagão aconteceu durante o governo Fernando Henrique Cardoso entre 2001 e 2002 devido a falta de chuva e o baixo nivel das águas nos reservatórios das hidrelétricas


Energias no Mundo

Geração de energia no mundo em 2002, estatísticas pela Agência Internacional de Energia.
Das reservas de petróleo do mundo 67% estão concentradas no Oriente Médio, devido a instabilidade política da região ocorrem crises de produção e distribuição causando grandes distúrbios no mercado com aumentos de preços e mudança de ramo de consumo.



 Produto
 % Porcentagem
Petróleo
43,00
Gás Natural
16,20
Eletricidade
16,10
Biomassa
14,10
Carvão mineral
7,10
Outros
3,50





















A água e energia elétrica


Água

A água é um recurso de valor inestimável para a humanidade, participando de praticamente todas as suas atividades, desde a alimentação até a geração de energia. A conscientização da escassez deste recurso e de sua limitada capacidade de renovação transforma, a cada década que passa, a procura por este bem mineral, tornando-se mais acirrada a competitividade entre setores. O crescimento populacional aliado à intensificação das atividades de caráter poluidor tem, em todo mundo, mostrado a ocorrência de problemas relacionados à falta desse recurso, em condições adequadas de quantidade ou de qualidade, para o atendimento das necessidades mais elementares das populações.
A natureza finita da fonte renovável "recurso hídrico" contém um aspecto crítico, que deve ser analisado sob a ótica do crescimento populacional. São poucos os outros recursos essenciais à vida, que estão restritos por limites de disponibilidade tão definidos quantos os recursos hídricos. Com a concentração populacional, a disponibilidade média de água renovável por habitante tende a diminuir o que repercute sobre a saúde e os padrões de qualidade de vida. A garantia de acesso à água em quantidade suficiente e com qualidade adequada vem adquirindo, cada vez mais, contornos estratégicos para a sobrevivência das nações.
Entre 1940 e 1990 a população mundial duplicou, passando de 2,3 para 5,3 bilhões de habitantes, com o respectivo consumo de água aumentando de 1.000km3 para 4.000km3. Portanto, neste período, ocorreu a quadruplicação do consumo per capita de água por ano. A constatação prática destas duas tendências, neste fim de século, devido às características finitas do recurso, pressupõe uma remota probabilidade de que nova quadruplicação ocorra no consumo. Segundo as estimativas, o limite superior de água utilizável no globo para consumo situa-se entre 9.000km3 e 14.000km3 (Freitas, 1998). Dentro desta perspectiva, o aumento da população implicará no uso desta reserva, para o consumo e para a melhoria da qualidade de vida proveniente do uso de energia elétrica.


A água total existente no planeta apresenta a seguinte distribuição: 97,5% – água salgada e 2,5% – água doce. Por sua vez, a água doce encontra-se nos seguintes percentuais: 69% em geleiras e neves eternas, 30% de água subterrânea, 0,7% em outras situações, tais como umidade do solo, pantanais e solos congelados, e 0,3% em rios e lagoas (Gleick, 1993). O Brasil, quinto país do mundo em superfície, possui 8% do total de água doce existente no mundo. Diante deste quadro verifica-se que, em nosso país, a fonte de energia mais abundante e de menor custo de geração tem sido de origem hidráulica.





Tabela 1 - Maiores produtores mundiais de hidroeletricidade entre 1990 e 1996.
A geração de energia hidrelétrica mundial aumentou em 502 bilhões de kWh entre 1987 a 1996, com uma média anual de 2,5%. Segundo a World Energy Council (1996), Canadá, Estados Unidos, Brasil, China e Rússia foram os cinco maiores produtores de hidroeletricidade em 1996. A soma da energia hidrelétrica gerada por estes países representa 51% do total mundial (Figura 1). Na Tabela 1, é apresentada a energia gerada por hidrelétricas, por cada um destes países, no período de 1990 a 1996, e o total gerado no mundo em bilhões de kWh.
De maneira geral, a produção de energia nas Américas Central e do Sul cresceu 8,8 quatriliões Btu entre 1987 a 1996, sendo que a produção de óleo bruto contribuiu para um acréscimo de 5,1 quatriliões Btu e a hidroeletricidade 1,8 quatriliões Btu.
Na área de energia, a geração hidrelétrica garante a produção de 91% da eletricidade consumida no Brasil, o equivalente a um valor aproximado de 10 bilhões de dólares/ano, se computado somente o aferido na etapa da geração de energia (Freitas, 1998).
O potencial hidrelétrico brasileiro conhecido, referente a janeiro de 1998, é de aproximadamente 260 GW, dos quais encontram-se em operação cerca de 22%, existindo portanto ainda um percentual de potencial hidrelétrico a ser aproveitado (ELETROBRÁS, 1999).
O Brasil, possuidor de 8% da água doce mundial, naturalmente é responsável pela manutenção e formação de uma consciência do uso racional deste recurso. O setor elétrico, o maior usuário da água sem caráter degradativo, mas como modificador do meio ambiente, possui um importante papel no gerenciamento dos recursos hídricos do país.

2- DISPONIBILIDADE HÍDRICA BRASILEIRA

Na Tabela 2, observa-se a disponibilidade hídrica do Brasil, bem como faz-se inferências a determinadas características climáticas das bacias hidrográficas, que condicionam sua capacidade de vazão.
Tabela 2 - Disponibilidade Hídrica do Brasil em 1997.
Fonte: ANEEL (* área em território brasileiro, ** até a foz do rio Iguaçu , *** até a foz do rio Apa).
As dimensões geográficas, aliadas às condições hídricas do território brasileiro, favoreceram o largo emprego deste potencial para a produção de energia, levando a um maior investimento na implantação de hidrelétricas. O potencial hidrelétrico brasileiro pode ser observado segundo os dados apresentados na Tabela 3.




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Uso e Preservação da Água.

Uso da água


Desperdício é aquela ação pela qual se usa mal, se desaproveita ou se perde uma coisa. Portanto, quando nos referimos ao desperdício da água estamos indicando um conjunto de ações e processos pelos quais os seres humanos usamos mal a água, a desaproveitamos ou a perdemos.
Quando as pessoas desperdiçam algo, negam não só seu valor, mas também expressam uma falta de visão do futuro, já que não estamos conservando o que vamos necessitar para viver. Portanto, desperdiçar água indica falta de clareza sobre a importância fundamental deste valioso recurso para nossa sobrevivência.
O desperdício é ainda mais grave se for considerado que a água não é um bem ilimitado e sua perda pode nos levar a situações críticas de escassez. Devemos lutar contra a escassez e eliminar as situações de desperdício.
Falta d'água é o símbolo do flagelo da região Nordeste.
Existem várias formas de consumo nas quais se utiliza a água:

o consumo humano ou doméstico
o consumo agrícola
o consumo industrial
o uso em atividades recreativas.


Preservação da água

 
Um banho de ducha de quinze minutos consome 240 litros de água. Fechar a torneira enquanto se ensaboa, diminuindo o tempo de banho para cinco minutos, reduz o gasto para 80 litros.
Escovar os dentes durante cinco minutos com a torneira aberta provoca um gasto de 80 litros. Molhar a escova, fechar a torneira e enxaguar a boca com um copo de água consome 1 litro.
Para lavar a louça na pia com a torneira aberta, durante quinze minutos, gastam-se 240 litros. Limpar os restos dos pratos com uma escova, usar a água retida na cuba para ensaboar a louça e abrir a torneira só na hora do enxágüe gera uma economia de 220 litros.
Esqueça a mangueira na hora de lavar a calçada. Água, só depois de varrer bem as folhas e a sujeira.
Use as lavadoras de louça e de roupa apenas quando estiverem cheias.
Atenção aos pequenos vazamentos. Aquelas gotas que insistem em pingar da torneira da cozinha significam um gasto extra de 46 litros por dia. As torneiras devem ser fechadas por completo depois do uso e consertadas se apresentarem qualquer defeito.
Com uma mangueira semi-aberta, gastam-se 560 litros para lavar o carro. Se o serviço for feito com um balde, o consumo é de 40 litros.

Conservação da Água

Cada vez mais água cara está sendo jogada fora por moradores, milhares de vezes por dia. Somente as descargas de vasos sanitários somam quase inacreditáveis 40% do custo de água dos residentes em geral. O resto é gasto em chuveiros, pias e uso de água em geral. Isso é um pesadelo para administradores e proprietários de edifícios, e provavelmente você pensaria que não há muito mais que se pode fazer. Bem, pense de novo!
Agora você pode controlar os custos de água e esgoto de sua propriedade, adicionar milhares de dólares anualmente a seus lucros finais e de fato aumentar o valor de sua propriedade com o Programa de Manejo de Água de Propriedades Residenciais do American Water & Energy Savers.
(Nota da tradutora: os exemplos citados aqui se referem a situações em que os vasos sanitários têm tanque de água acoplado, pode-se beber água da torneira, todas as torneiras têm água fria e quente, os jardins são irrigados com aspersores).